“Não aprendi a dizer adeus, mas tenho que aceitar, que amores vêm e vão.”

Leandro & Leonardo transformaram em música a dor do adeus e ensinaram que não é fácil acostumar-se com a distância que nos separa de quem amamos.

Foram através das palavras abaixo, as quais escolhi carinhosamente para me despedir da família, dos colegas e dos amigos que ficaram no Brasil, que coloquei um ponto e vírgula na vida que levava por lá e me encorajei a começar com letra maiúscula uma nova história por aqui em San Diego.

Começo estes registros retomando o “até logo” por assim dizer, para mostrar o quão difícil é fazer escolhas na vida, principalmente quando elas implicam em inúmeras e doloridas renúncias. Ao mesmo tempo, gostaria de tornar pública esta experiência, pois sei que muitas pessoas passaram, passam e passarão pelo mesmo processo. Afinal, compartilhar é comunicar, ajudar, conhecer e crescer.

Há três meses uma notícia mudou meus planos e, consequentemente, a minha vida: a oportunidade de morar em San Diego. Se existe um tempo certo para organizar uma mudança dessas eu não sei, só sei que durante esse tempo eu corri como louca, chorei como criança, fui no Brasco e na volta casei, descobri a insônia, misturei sentimentos, aprendi o que significa desapego e burocracia, aproveitei ao máximo a companhia das pessoas que amo e refleti em looping, dia e noite, sobre como seria partir e recomeçar. O misto de felicidade, saudade, insegurança, medo e esperança dominaram as 24h do meu dia.

E no meio de toda essa mudança não planejada, acabei perdendo meu padrinho Paulo e meu avô Lino. Foi aí que revivi o significado da saudade, da tristeza, da impotência, da dor e da união. Ao mesmo tempo, minha prima Vanessa casou e trouxe o brilho da felicidade para a família. Nunca estamos preparados para nos despedir, ainda mais quando é pra sempre, mas depois da tempestade sempre vem o sol…

Diante de tantas mudanças que 2014 me proporcionou, posso dizer que a principal delas foi o amadurecimento. Durante toda minha vida sempre quis ter tudo sob controle, inclusive meus sonhos, mas agora descobri que se é muito mais feliz quando simplesmente deixamos a vida acontecer e aceitamos as oportunidades que ela nos dá.

Muitas pessoas perguntaram “É aí, o que você vai fazer lá?” e a verdade é que eu vou descobrir agora. Por enquanto posso dizer que vou estudar, construir um lar e apoiar o meu marido na sua nova jornada de trabalho. Decidi viver um dia de cada vez e aproveitar ao máximo o tempo que ainda tinha aqui no Brasil antes de começar a fazer novos planos.

Nos últimos 10 anos trabalhei direto e muito, pois amo o que faço, mas tirei poucas férias e não tive tempo de tocar projetos paralelos. Agora ganhei de presente do destino a oportunidade de poder parar por pelo menos três meses (enquanto meu visto de trabalho não vem) e descobrir um mundo novo de oportunidades.

Dói muito dizer adeus para tanta gente que amo, para o meu trabalho, para a minha rotina, mas quando uma mudança é para melhor, tudo ganha outro significado. Se a saudade é o amor que fica, eu sou puro amor, pois estou carregando dentro do meu coração todos que fizerem de mim uma pessoa melhor.

Obrigada ao amigos, colegas e familiares pelo apoio.

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2 opiniões sobre ““Não aprendi a dizer adeus, mas tenho que aceitar, que amores vêm e vão.”

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