“Um belo dia resolvi mudar e fazer tudo o que eu queria fazer”

 

Eu penso em tantas coisas diariamente para escrever aqui e tentar ajudar quem está passando por esta fase constante de aprendizados e transformações, mas fico criando mil desculpas para não publicar. A principal delas é:”o que as pessoas vão pensar?”. E depois vêm os acompanhamentos: “o que elas vão dizer? será que vou conseguir transmitir o que quero? será que elas vão achar interessante? será que não estou sendo chata?”

Motivada por esse complexo de perfeição, que tanto faziam parte das minhas crises de ansiedade, vou começar a publicar aqui mais informações sobre as cenas cotidianas, independente de quem ache interessante ou não. Desde o início deixei claro que este blog não era para falar sobre roteiros de passeios, dar dicas de restaurantes ou de festas, até porque existem dezenas de blogs que fazem isto e tenho um projeto paralelo relacionado à dicas específicas de San Diego. Este espaço é para falar de impressões, de sentimentos, de observações e vivências de alguém que deixou tudo para trás e resolveu começar de novo. Aqui é a vida real, sem máscaras, sem maquiagem e sem filtros.

Esses dias estava trocando mensagens com as minhas melhores amigas sobre rotina e uma delas comentou “Como é engraçado, se tem rotina aí também!”. Eu dei risada e depois comecei a pensar sobre esse tópico.

Sim, sou uma privilegiada por morar perto de uma praia, na Califórnia, mas aqui temos também que trabalhar, pagar contas, estudar, fazer supermercado, ir ao médico, resolver problemas burocráticos no banco e no DMV (Detran daqui), lavar roupa, levar o lixo pra rua, fazer comida, limpar a casa…. Enfim, tarefas padrões que devem ser feitas em qualquer lugar do mundo e que criam, querendo ou não, uma rotina, já que você precisa se organizar para fazer tudo o que precisa e sem deixar as coisas acumularem.

E em tudo que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Eu sei que eu nasci pra saber

Confesso que tem um lado meu que gosta de rotina, pois ela é sinônimo de segurança. Porém, aqui eu aprendi a diversificá-la. Agora que é inverno, não consigo ir muitas vezes para a praia. Mesmo assim, pelo menos a cada 15 dias tento ver o mar, seja num passeio de final de semana, seja nos dias de pedalada. Quando vejo o mar, bate um sentimento de que estou de férias, livre de qualquer problema ou compromisso, aberta para receber energias boas e deixar ir embora aqueles pensamentos ruins.

Como o meu trabalho tem variações constantes de horários, toda semana eu preciso reorganizar minhas tarefas rotineiras e isto já me ajuda a tentar escapar da rotina enjessada, aquela na qual você faz sempre as mesmas coisas nos mesmo horários, encontra sempre as mesmas pessoas no ônibus, no trabalho, na hora do exercício. Estou sempre pegando o ônibus em horários diferentes, pedalando em momentos diferentes, trabalhando com pessoas diferentes (como a escala muda para todo mundo, nem sempre são os mesmos colegas que estão ao meu lado). A única coisa que não muda são os horários das aulas de inglês. Contudo, toda semana entra algum colega novo na escola e este pequeno detalhe já muda tudo, pois sempre se aprende algo interesante com quem é de outro país.

Todos os finais de semana também tentamos fazer coisas diferentes, com grupos de amigos diferentes, e decidimos no máximo com um dia de antecedência a programação. Praticar o desapego de agendas fechadas e repetição de atividades consideradas de lazar também é  uma forma sair da rotina.

Porém, por aqui parece que se entregar para a rotina é perder um tempo precioso, pois existe uma cobrança própria de aproveitar ao máximo cada segundo neste lugar incrível. Infelizmente, não dá pra passar o dia na praia tomando sol, pegando onda, lendo um livro, tirando fotos, cantando com os artistas de rua, fazendo novos amigos. Por isso mesmo, tento fazer logo o que é preciso para conseguir ter um tempo de folga e curtir San Diego. Mas quando dá para deixar de lado as obrigações, eu deixo e vou lá viver a Califórnia. Afinal, a gente nunca sabe quando terá esta oportunidade novamente.

E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu

Quando paramos para pensar, a rotina nada mais é do que a repetição constante de ações que nos são conhecidas e, por isso, parecem seguras. Mas não significa que elas são de fato seguras. Em um belo dia, algo pode acontecer e acabar, ou reinventar, o processo daquela ação que era tão conhecida.

Pode ser que a sua empresa mude de endereço e você precise rever todos os trajetos para chegar ao novo local (além de onde estacionar o carro, ou qual ônibus pegar, ou ainda ver quais restaurantes próximos aceitam o vale-refeição). Pode ser que os horários da sua aula de box/yoga/pilates/dança mudem e você precise reorganizar sua agenda. Pode ser que você quebre um braço e precise reaprender a fazer coisas simples da vida até tirar o gesso. Pode ser que…

A infinidade de “pode ser que” é tamanha, que o ser humano acaba criando uma rotina para não enlouquecer pensando em todas as possibilidades de mudança que a vida pode proporcionar. E hoje estou falando apenas de mudanças simples de rotina, nem vou entrar no mérito de mudancas que incluem grandes perdas.

No ar que eu respiro, uu
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou

Então, independente do lugar do mundo que você esteja, vai existir rotina, cabe a você tentar fazer com ela seja boa – ou menos pior. E também cabe a você, e somente a você, tentar diversificar as formas de encarar as atividades repetitivas que precisam ser feitas.

Você pode começar, assim como eu, trocando a cozinha da sua casa por um café na hora de fazer algum freela, homework ou homeoffice. Sempre dá pra fazer uma amizade ou ao menos descobrir um novo café. Quando for ao supermercado, tente trocar algum item que você sempre compra por algo que nunca provou (claro que seguindo a mesma faixa de preço). Esses tempos comprei um chips de batata doce (pra matar a vontade do chips tradicional) e amei! Experimentar novos sabores, na maioria das vezes, é algo muito prazeroso. Quando estiver indo para o trabalho, coloque uma playlist que nunca escutou para rodar. O Spotify é gratuito e oferece uma lista enorme de opções (além de funcionar em qualquer celular)! Dê uma chance para um título alternativo de filme ao invés de assistir sempre aos mesmos estilos. Tenho certeza que você vai se surpreender com o cinema “Lado B”.

Poderia passar o dia listando sugestões de coisas que podem ser feitas de forma diferente, mas basta dizer que é preciso abrir os olhos e o coração todos os dias para ver o mundo sob outro ângulo. Não é preciso morar do outro lado do mundo para experimentar, todos os dias, algo diferente.

Toda mudança começa com simples ações 🙂

 

 

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“A vida vem em ondas como um mar. Num indo e vindo infinito.”

Planejar. Esse verbo por muito tempo guiou os meus dias. Todas as manhãs, levantava da cama sabendo exatamente o que faria, em qual horário e com quem. Perdi muitas noites de sono repassando os fatos do dia, culpando-me por ter esquecido de fazer alguma tarefa no trabalho (não respondi o e-mail x, preciso ligar para fulano, tenho que cobrar ciclano…) e tentando dizer para mim mesma que precisava priorizar alguns compromissos pessoais (esqueci de marcar minha mão pela terceira vez na semana, não mandei mensagem para a fulana, preciso confirmar presença no aniversário do ciclano…). E assim os dias passavam e eu naquela roda gigante maluca que não saia do lugar, e que cada vez mais consumia meu sono e minha saúde.

Saber planejar é crucial para a sua carreira, ainda mais quando você trabalha como gerente de projetos. Planejar é essencial para você aprender a priorizar o que realmente é importante. O problema é quando você quer planejar e controlar tudo que acontece ao seu redor.

Este novo momento da vida está me ensinando a não fazer muitos planos para o meu dia. Confesso que no início é extremamente complicado, mas com o tempo você descobre que pode ter um dia maravilho que não teria se tivesse planejado.

Esta semana era “Spring Breack” na minha escola. Semana passada estava preocupada pensando que teria minha rotina interrompida, mais uma vez. Aproveitei as manhãs para estudar, mas na quarta-feira decidi ir à biblioteca do meu bairro, afinal é sempre bom mudar de ares. No fim, ela estava fechada devido a um feriado específico. Decidi mandar mensagem para um colega que mora ali perto e fomos tomar banho de piscina, jantar e ele acabou aqui em casa à noite tomando um drink comigo e com o meu marido. Em outra tarde, decidi que me dedicaria a fazer novas receitas e passei o dia em função de pães e geléias.

Como Lulu Santos muito bem disse, a vida é como uma onda. Cada momento é composto por uma onda específica. Por vezes, ela é grande, bonita e perfeita, e você consegue surfar sobre ela; já em outros momentos, ela é traiçoeira e arrasta você para o fundo do mar, mas você precisa ter coragem para vencê-la e recomeçar tudo outra vez; por outras, ela é tão tranquila que você mal a percebe. Mas não importa a sua intensidade, cada momento está ali, acontecendo e convidando você para desfrutá-lo. Mas se você perder uma dessas ondas, não adianta chorar, pois ela não voltará. O mar não vai parar para você recuperá-la. É preciso erguer a cabeça e seguir adiante, buscando novas oportunidades, novas ondas que poderão trazer aquilo que você espera.

Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará

A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

Tenho uma lista de tarefas que preciso fazer toda semana e em dias específicos, mas como tenho tempo livre nesses espaços, procuro deixa a vida levar. Os finais de semana são os mais incríveis. Dificilmente marcamos compromissos, os eventos vão acontecendo com o desenrolar do dia. Sábado passado começamos o dia na praia, encontramos alguns amigos, fomos parar numa raive, depois pegamos uma jacuzzi na casa de um casal de amigos e terminamos a noite comendo o melhor hambúrguer das redondezas em um restaurante muito bacana. Resumindo, conhecemos pessoas novas, degustamos novos sabores, demos muitas risadas, aproveitamos cada minuto do dia e tudo isso sem fazer nenhum planejamento prévio.

Sempre me cobrei muito para que cada coisa fosse feita com perfeição. E, quando dava errado, senti-me a pessoa mais frustrada do mundo. Porém, nunca me dei tempo para melhorar. Agora, e com ajuda da terapia feita no ano passado, passei a entender que todos os acontecimentos intensos da nossa vida precisam de maturação, assim com um bom vinho.

Após passar por um momento triste, como a perda de uma pessoa querida, por exemplo, você precisa se dar um tempo para chora e sofrer. Depois, você precisa refletir sobre esse luto e entender o quanto ele significa na sua vida, retirando todos os pontos que possam ajudá-lo a ser uma pessoa melhor. Só depois disso você segue adiante. O mesmo ciclo acontece com as coisas boas, como uma promoção no trabalho, por exemplo. Você deve ter o tempo de comemorar e de sorrir, mas depois deve processar a novidade, entender o que fez chegar até ali e como esses pontos positivos podem ser aplicados em outros aspectos da sua vida.

Estamos mudando o tempo todo, o mundo muda o tempo todo. Nunca vamos conseguir acompanhar tudo na mesma velocidade, mas precisamos desacelerar para poder conseguir seguir na maratona com a cabeça e o coração em ordem. Quando os dois estão em conflito, a vida vira um caos!

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo

Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre

Como uma onda no mar

Mas não se engane, não é fácil. Todo processo de mudança e amadurecimento é doloroso, muito doloroso. Tem momentos que você tem vontade de sair correndo para o colo da sua mãe como uma criança assustada e desprotegida. Contudo, você não pode. Sua mãe mora longe, ou está viajando, ou infelizmente ela já não está mais aqui.

Claro que você pode se dar a esse luxo de vez em quando, mas não sempre. Você é um adulto e precisa aprender a controlar suas birras internas, seu conflitos, seus momentos de decepção, de perdas, de erros. Ser adulto exige tomadas de decisões, escolhas que nem sempre serão as certas, mas quando são podem abrir um novo mundo para você. Porém, o mais importante de tudo é saber que: ser adulto é aprender a entender a emoções e senti-las, desfrutando a sua intensidade. Esconder sentimentos é para os fracos, os verdadeiros corajosos são aqueles que admitem sentir.

A vida vai e vem como uma onda no mar. Aproveite a brisa, a areia, o sal, a água e tudo mais que ela pode lhe dar, assim como o mar. Faça planos, mas não exagere. Nunca sabemos se o dia de amanhã chegará para perdermos tempo levando uma vida tão certinha e regrada. Toda pitada de loucura faz bem para a alma.

“Eu tenho uma porção de coisas grandes pra conquistar, e eu não posso ficar aí parado.”

Como dizia o genial Raul Seixas, o mundo é muito grande para se ficar “sentado no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”. Meu pai me apresentou essa grande obra quando eu ainda era uma criança e desde então ela passou a fazer parte do meu lema de vida.

Nessa primeira semana que passei em San Diego, posso dizer que até consegui fazer bastante coisas sozinha. Claro que minha exploração ficou bem limitada à região onde moro, mas só pelo fato de ter coragem de sair e desbravar o novo, já é um grande passo. Posso dizer que relembrei a mesma sensação que tive quando mudei para Porto Alegre, só que em uma proporção bem maior.

No primeiro e no segundo dia fui conhecer o que tinha na primeira quadra do apartamento, que possui um shopping a céu aberto com várias lojas; no terceiro dia caminhei um pouco mais longe, duas quadras, e descobri a biblioteca pública do bairro (este lugar mais que especial merece um post à parte); no quarto dia estava chovendo, então resolvi ficar em casa dando uma de Maria; e no quinto dia andei várias quadras além e acabei parando em outro shopping.

Bom, vale dizer que estamos num condomínio que fica em frente a um centro comercial, então dediquei duas tardes para ir à lojas como a Ikea e o Costco. Por aqui as pessoas costumam andar muito de carro, até porque Mission Valey fica uns 15 minutos do centro, mas todas as ruas possuem calçadas, então é muito fácil se locomover a pé ou de bicicleta.

Claro que bate uma insegurança ao sair da sua zona de conforto (no meu caso, criei um vínculo com o apartamento e transformei ele no meu lar atual, no meu refúgio) principalmente nesses primeiros dias. Dá medo de não saber como as pessoas serão com você ou como você vai se sair em certas situações. No Costco, por exemplo, passei por um momento de aperto que acabou virando uma grande lição.

O Cotsco é um supermercado que vende produtos em grandes quantidades. Nem preciso dizer que fiquei fascinada com o tamanho dos pacotes e das embalagens, sem contar que a cada corredor tem entre dois e três promotores oferecendo prova grátis das mais variadas comidas. Ou seja, tudo isso me deixou muito animada, nem vi a hora passar de tanta novidade presente em cada prateleira.

Ao chegar a minha vez de pagar no caixa, o atendente pediu o cartão da loja. Como eu não o tinha, ele disse que então não poderia levar as mercadorias. Uma senhora que estava atrás de mim na fila se compadeceu da situação, pois expliquei que estava há menos de uma semana na cidade e não sabia como funcionava as regras dos supermercados. Ela acabou passando o seu cartão de sócia para mim e finalmente consegui trazer minhas compras para casa.

Aqui vale um adendo. Vários supermercados americanos não dão sacolas plásticas, sendo assim, ou você leva sua sacola de pano/plástico ou coloca as compras nas caixas que estão disponíveis na saída do estabelecimento. Isso eu também aprendi só depois de já ter pago tudo, então coloquei as coisas numa caixa e vim abraçada com ela até em casa (ainda bem que me contive e trouxe poucas coisas!).

Após passado o aperto, vim direto para o meu porto seguro, nervosa, como se tivesse culpa de alguma coisa. No fim, entendi que essas situações vão acontecer diariamente e será preciso lidar com elas. Fiquei muito feliz de saber que as pessoas por aqui são solidárias. Jamais imaginava que algum estranho iria me ajudar dessa forma.

Apesar do susto, não fiquei com medo de sair e continuei, dia a dia, encarando as ruas e as pessoas. Muitos moradores daqui têm bichos de estimação e descobri que eles são uma ótima porta de entrada para se fazer amizades. Nas lojas de roupas as pessoas também vêm falar com você para pedir ou dar opiniões e isso é muito legal!

Resumindo, as pessoas daqui gostam de se comunicar e trocar experiências. Como a Califórnia é uma região de praias e recebe muitos turistas, os moradores daqui estão acostumados com gente nova e gostam de ajudar (já paramos várias vezes para pedir informações e sempre fomos atendidos).

Estou extremamente feliz com a receptividade californiana 🙂

“Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às seis horas da manhã.”

A rotina de um casal retratada pelo Chico Buarque na música “Cotidiano” foi minha inspiração para estabelecer o primeiro vínculo com a nova vida em San Diego. Apesar de ter esse tempo de “férias” até a chegada do meu visto de trabalho, não posso entregar-me à vida mansa (até porque eu não conseguiria fazer isso).

Tenho algumas atividades fixas todos os dias: preparar o café da manhã, o almoço e o jantar; arrumar a casa; escrever no blog; falar com os amigos e parentes; responder e-mails e estudar inglês por conta pelo menos 3h. E todos os dias vou tentando acrescentar alguma coisa nova à rotina, como conhecer os lugares aqui perto sozinha, garampirar em lojas, ir ao supermercado, ler meus livros, pesquisar por casas e lugares para morar (estamos num hotel provisorimente), etc.

Ter atividades fixas fazem com que eu me sinta responsável por algumas coisas e regre meus horários. É extremamente difícil para mim admitir que não estou trabalhando no momento, isso me deixa envergonhada inclusive. Mas sei que é uma fase passageira e estava disposta a isso quando aceitei vir pra cá.

Para quem trabalhou muitos anos sem parar, o fato de não sentir-se útil é um grande problema. Você se sofre por ser improdutivo e parece que tudo o que faz não aparece, não é palpável. Então você olha pela janela e vê as pessoas saindo para trabalhar todos os dias, mas você não é mais pertencente a esse mundo e sente-se excluído, sozinho.

Paralelo a isso, existem as coisas banais da rotina. Amo cozinhar, mas não é a mesma coisa almoçar sozinha. Sempre tive pavor disso quando trabalhava. Muitas vezes acabava comendo um lanche na frente do computador se não tinha companhia para ir comigo a um restaurante. Mas agora eu me forço a preparar alguma coisa, mesmo que seja só pra mim, pois preciso me alimentar bem (viu mãe!) e a comida que faço dá uma sensação de estar em casa.

Estou aprendendo também a conhecer mais sobre a culinária local. Esses dias fiz a tradicional panqueca americana. De primeira não deu muito certo, mas fui insistindo e as últimas ficaram bem apresentáveis (e saborosas).

E assim vou seguindo, um diz de cada vez, um passo após o outro, tentando não me julgar ou criar muitas expectativas.